segunda-feira, 21 de novembro de 2016


Paixão


Paixão é fulminante e vicia, mas dura pouco.
A paixão (do verbo latino, patior, que
significa sofrer ou suportar uma situação difícil) é uma emoção de ampliação quase patológica. O acometido de paixão perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele.
É tipicamente um sentimento doloroso e patológico, porque, via de regra, o indivíduo perde a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocínio.
A paixão pode ultrapassar barreiras sociais, diferenças de formação, idades e gêneros.
“A paixão, como descrita pela ciência, é um estado fisiológico, com sintomas psíquicos e físicos, em que há uma intensa atividade cerebral e hormonal, muito semelhante à do vício por uma droga, como a cocaína". ”Vários estudos tanto americanos quanto europeus, chegaram à conclusão semelhante: paixão, esse estado de alteração mental e física muito característicos, dura de 12 a 48 meses”.
“A médica Cibele Fabichak, autora de “Sexo, amor, endorfinas e bobagens”, Define o estado de enlevo que se apossa dos amantes de forma avassaladora, mas tem prazo para acabar: no máximo quatro anos” .“Adolescentes estão mais sujeitos a apaixonarem-se,
devido ao pouco conhecimento de mundo entre outras coisas, o que não significa que pessoas de maior idade não estejam passíveis de tal sentimento. O que ocorre é que a pessoa adulta, por ter maior conhecimento de mundo, por ter vivenciado maiores experiências, não estará tão sujeita a perder a razão e deixar-se dominar pelo peso do sentimento”.

As três fases do amor
O que a ciência tem nos mostrados é que o amor, do ponto de vista biológico, tem três estágios independentes:
O primeiro é o desejo ou luxúria, a busca da satisfação sexual, comandada por hormônios sexuais, principalmente a testosterona, sem uma elaboração emocional maior.
O segundo estágio é do amor romântico ou paixão, da atração física e sexual. Esta fase é marcada por uma cascata de substâncias, como a noradrenalina, endorfina, serotonina, e também testosterona, estrógeno ou progesterona.
O terceiro estágio é o da construção gradual do vinculo duradouro, o amor propriamente dito. Nesta fase há a ação do hormônio ocitocina na mulher e vasopressina no homem, os hormônios do vínculo.

Ordem dos fatores
“Os três estágios do amor geralmente ocorrem nesta ordem, mas não necessariamente. E não necessariamente com a mesma pessoa. É possível ter um vínculo muito forte com o marido mas sentir desejo por um colega de trabalho e estar apaixonada pelo vizinho”.

Viver apaixonado
Para o cérebro, existe um limite da perturbação disse, é fisiológico. Por mais que queiramos, o cérebro não consegue manter esse turbilhão de hormônios por muito mais tempo. É biológico, não tem como. A não ser perpetue de forma patológica, transtorno obsessivo-compulsivo, amor patológico”.

Como um vício
“Na fase da paixão, algumas substâncias no cérebro se alteram. As endorfinas, a adrenalina, a noradrenalina e a dopamina aumentam, enquanto a serotonina diminui. Esse desequilíbrio de substâncias acontece de forma semelhante no transtorno obsessivo e no vício por drogas, como a cocaína, ou seja, a paixão é um estado semelhante ao do vício em uma droga”.

Da paixão ao amor
“Esse é o grande X, saber em que momento a paixão começa a ceder. E por que a transição ocorre para alguns casais e não para outros.

Para os cientistas, alguns elementos presentes desde o início da paixão pode apontar para uma relação mais duradoura. Um deles é o comprometimento como o parceiro e o relacionamento. Outro elemento fundamental é a novidade. Cada um precisa trazer elementos novos para a relação. A celebração é outro elemento importante, a capacidade de celebrar
os sucessos do outro. Bom humor também, saber brincar consigo mesmo e como o parceiro.

Truque da natureza
“Quando as alterações hormonais acontecem, a pessoa entende que aquele ser é uma grande fonte de prazer. Com isso, não vê defeito no Outro, cria uma dependência emocional e isso gera um estado de profunda ligação entre o casal”. É difícil imaginar uma traição neste momento".

Traição
“Pode acontecer a qualquer momento, desde o primeiro estágio, em que é possível sentir desejo por diversas pessoas. No pico da paixão, nos primeiros meses, a infidelidade tem uma possibilidade menor de acontecer porque toda química está voltada para fazer com que o indivíduo fique obsessivamente ligado naquele outro específico”.

Escolhas biológicas
Inúmeros elementos fazem parte do grande momento da paixão, tanto físico quanto psicológico e ambientais. Mas o que a biologia tem nos mostrando é que a atração, o primeiro contato, passa basicamente pelos cinco sentidos. Isso significa que não temos controle voluntário e consciente sobre essa escolha”.

“(Pela visão, tato, audição, olfato e paladar é possível saber inconscientemente, a compatibilidade genética e do sistema imunológico, o parceiro mais fértil, entre outras informações fundamentais para a reprodução da espécie)”.

A importância do sexo
“O sexo é fundamental. Já está comprovado que a geração do sexo é cerebral, com progesterona, estrógeno e endorfinas. E um dos hormônios de grande importância é a occitocina, que alcança grandes picos durante o orgasmo”.

Diferenças entre amor e paixão
“Paixão é euforia, amor é calmaria. Paixão é rápida, amor é duradouro. Paixão é súbita, amor é progressivo. Paixão é agressiva, amor é delicado. Paixão é vendaval, amor é brisa. Paixão destrói, amor constrói. Paixão vinga, amor perdoa. Paixão é doença, amor é saúde. Paixão é dor, amor é alívio. Paixão é dúvida, amor é certeza. Paixão é loucura, amor é cura”.
Dani Duarte - Bióloga e escritora

Esta apresentação foi construída com base em uma reportagem
Publicada no Jornal “O Globo” de 4 de julho de 2010.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Pesados e mais pesados.

Por que os brasileiros estão acima do peso? 70% dos brasileiros estão mais pesados.

O Rio de Janeiro supera a média nacional: já são 71,9% dos cariocas lutando contra a balança, sendo que 19,5% deles são obesos.
Pessoas com sobrepeso cresce a cada ano:
No Rio de Janeiro 65% dos moradores são sedentários, as mulheres chegam a 73,7%.
O fato é que os números apontam o Rio de Janeiro acima da média no sobrepeso (52%) e na obesidade (19%). Logo o Rio de Janeiro que já sediou um Pan Americano, e sediará a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Em 2006 eram 43%, 2011 eram 48,5% e em 2012 chegam a 51%.
Pessoas consideradas obesas:
Em 2006 eram 11,4%, 2011 eram 15,8% e em 2012 chegam a 17%.


Isso significa que 34% dos homens  e 26,3% das mulheres  fazem atividade física. Ufa.... isso é muito pouco. O Rio de Janeiro fica acima da média nacional. 

O que está errado? Alimentação, sedentarismo ou fator hereditário? Como alterar esses dados?
O Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa diz que o combate ao aumento de peso deve ser um processo contínuo, que engloba ações da cantina da escola à lanchonete de uma empresa - o Fast-food.
Agora, falando sério. As crianças até as décadas de 70 e 80, quando chegavam da escola brincavam de bola de gude, rodavam pião, brincavam de pique, jogavam bola, pulavam amarelinha e outras atividades. Já imaginou quantas calorias eram queimadas? Muitas né...
E agora? o que essas crianças fazem quando chegam da escola? Games, computador, televisão, celular...
Quantas calorias são queimadas com essas "atividades"? 
Nas atividades na primeira nas décadas anteriores o gasto calórico varia de 300 Kcal/hora a 600 Kcal/horas. Hoje, variando de games a celular o gasto calórico não chega a 120 Kcal/hora. Veja que a diferença entre os gastos calóricos chegam a um quarto.
A culpa passa a ser das cantinas e fabricas de refrigerantes.
Como se diz no popular: fazer o quê?
Obvio que o tipo de alimentação influencia não só na obesidade, mas também na alteração do fisiologismo do nosso corpo, elevando os níveis de colesterol, tri glicerídeos e glicemia.
Acredito que a saída está associada a prática de atividade física e na educação alimentar, sem radicalismo.

Fonte: Pesquisa Jornal O Globo de 28/08/2013, caderno Ciências.

sábado, 20 de julho de 2013

NOVA YORK. Cientistas americanos conseguiram "desligar" o cromossomo responsável pela síndrome de Down numa experiência feita com células humanas em laboratório. A pesquisa, publicada na "Nature", abre caminho para uma revolução no tratamento da condição dentro de alguns anos.
Os seres humanos nascem com 23 pares de cromossomos, incluindo os dois cromossomos que definem o sexo (XX ou XY), num total de 46 em cada célula. As pessoas com síndrome de Down têm três - em vez de duas - cópias do cromossomo 21. Este terceiro cromossomo provoca sintomas como dificuldade de aprendizado, o surgimento precoce de doenças como o mal de Alzheimer e um risco maior para problemas circulatórios e cardíacos.
E foi justamente esse cromossomo "extra" que os cientistas conseguiram "desligar"
A terapia genética, que usa genes para tratar doenças, vem sendo testada para problemas causados por um único gene problemático. Mas, até agora, a ideia de conseguir silenciar os efeitos de um cromossomo inteiro parecia além do campo das possibilidades, mesmo no laboratório.
Cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Massachusetts conseguiram demonstrar que, ao menos em teoria, tal perspectiva é possível ainda que leve mais algumas décadas.
O grupo de especialistas liderado por Jeanne Lawrence inseriu um gene chamado XIST em células-tronco de uma pessoa com síndrome de Down cultivadas em laboratório. O gene exerce um papel importante no desenvolvimento celular normal ao "desligar" um dos dois cromossomos X presentes nos embriões femininos, garantindo que as meninas não tenham uma dose dupla de cromossomos X.
A experiência mostrou que o gene é capaz também de silenciar a cópia extra do cromossomo 21, ajudando a corrigir os padrões irregulares de crescimento das células dos portadores da síndrome.
Segundo os especialistas, muitos anos de estudos ainda serão necessários para se conseguir um tratamento para a síndrome, mas, ressaltam, a pesquisa mostra um novo caminho para o estudo da base celular da condição e pode ajudar a identificar drogas capazes de minorar seus sintomas.

O GLOBO 
Publicado: 


Está notícia nos deixa esperançosos na busca de encontrar algo verdadeiramente capaz de corrigir essa distorção cromossomial.

quarta-feira, 25 de março de 2009

O código das informações nutricional dos alimentos continua codificado.

Quando se compra qualquer alimento industrializado, você deveria escolher qual ser o mais apropriado para o seu consumo e de sua família. Para isso, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), controla as informações contidas nas embalagens dos alimentos. O grande problema é decifrar todas aquelas informações que aparecem – valor energético, carboidratos, proteínas, vitaminas (A, B1-tiamina, B2-
pessoas conseguem decifrar os códigos de informações dos alimentos. De uma população adulta de mais de 100 milhões de brasileiros, possivelmente 1 milhão conseguem entender essa “maquiagem”, chamada “informação nutricional” . Nosso governo deveria em primeiro lugar, informar e orientar a população, através da mídia, das escolas e associações sobre, o que significa tudo isso. Em quanto isso, as pessoas olham maravilhadas para o quadro de informação nutricional, ler... ler.... ler... e nada entende. Ah..... tem uma coisa que entendemos: A DATA DE VALIDADE. Já é um começo.
Agora imagina, quando se fala, por exemplo, que a necessidade diária de carboidratos é de 300g, de proteínas 75g, de gorduras totais de 55g, de gorduras saturadas 22g, de fibra alimentar e 2.400mg de sódio. Isso tudo é uma grande brincadeira, pra não usar outro termo mais forte.
Segundo a Anvisa (www.anvisa.gov.br), os rótulos de alimentos devem ser claros e não passar qualquer informação que possa levar o consumidor ao erro.
Agora, vamos refletir. O que entende como “ser claros”, se a população no que refere a decifrar esse código, é semi o totalmente analfabeta.
Agora, imaginem todos os produtos na sua maioria sintéticos, como os aditivos. Reparem a lista do que comemos todos os dias:
ACIDULANTES (fornecem gosto ácido aos alimentos, reduzindo o pH e com isso dificultando o crescimento de microorganismos); UMECTANTES (evita a perda de umidade dos alimentos); ANTIUMECTANTES (impedem a absorção de umidade pelo produto); ESTABILIZANTE (não separam em fases); AROMATIZANTES/FLAVORIZANTES (realçam ou intensificam o sabor); CORANTES (intensificam a cor dos alimentos); EDULCORANTES (substâncias de sabor doce que não são carboidratos); ANTIOXIDANTE (retardam ou impedem a deterioração dos alimentos): CONSERVANTES (evitam ou retardam a deterioração microbiana e/ou enzimática).
Você que leu esse artigo, me responda com toda franqueza. Você entende essas informações nutricionais dos alimentos?
O que fazer pra mudar essa situação?

terça-feira, 22 de julho de 2008

A evolução do homem. Pra onde?


A história científica relata que o homem está marcando presença nesse planeta, a cerca de 150 mil anos. A princípio, o pensamento inicial é lógico – “isso é muito”. Na verdade não, se considerarmos que nosso querido planeta deva existir a aproximadamente a 4,5 bilhões de anos e que as bactérias datam de mais de 1 bilhão de anos e que o domínio dos grandes répteis (dinossauros) deu-se durante a Era Mesozóica, entre 225 milhões e 65 milhões de anos atrás, o qeu significa 150 mil anos?
Em matéria publicada no Jornal O Globo em 29 de junho de 2008 em comemoração aos 150 anos da Teoria da Evolução de Charles Darwin é feito um relato interessante sobre a questão da evolução do homem.
“Afirmam os especialistas, sem nenhuma dúvida, que o homem continua a evoluir. A grande polêmica é: PARA ONDE?
Não há dúvidas que a evolução se dá a partir de mutações aleatórias e da seleção natural.
As pesquisas mostram que as questões estão se evidenciando no que diz respeito à extinção do Homo sapiens ao surgimento de uma nova espécie.
A matéria no jornal ressalta um ponto super interessante, que irei reproduzi no próximo parágrafo.
“ Do ponto de vista anatômico e do funcionamento fisiológico, o homem atual é idêntico ao que vivia nas savanas há 50 mil anos. Mas este andava quilômetros em busca de alimentos. E comia frutos, raízes e alguma carne que conseguisse caçar. Era preciso estar atento o tempo todo para proteger a prole e não se devorado por predadores. A expectativa de vida não chegava aos 40 anos”.

Essa sintonia entre o homem e meio ambiente mudou radicalmente. Tão rápido que não houve tempo do homem em se adaptar biologicamente a essas mudanças ambientais. Sedentarismo e alimentos calóricos, conservantes, acidulantes, fazem parte do nosso dia a dia e, mesmo assim, quem diária chegamos a uma expectativa de vida que ultrapassa 70 anos.
Como diz Ricardo Campos da Paz, professor de evolução da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) – Somos os mesmos indivíduos. Só que num lugar muito diferente.
Logo, problemas como entupimento das artérias, hipertensão, diabetes, obesidade, passam a fazer parte do nosso cotidiano.
Com a longevidade maior, surgem problemas, de faixas etárias para as quais o homem não estava programado para alcançar
Franklin Rumjanek, do departamento de Bioqu[ímica Médica da Universidades federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que; “Viver mais faz aumentar a probabilidade de começarem a aparecer falhas nesse sistema”. Doenças como o câncer, os males de Parkinson e Alzheimer entre outras, entrariam nesta lista, ligada ao aumento da expectativa de vida.
Provavelmente, ao longo de milhares de anos, o homem evolua de forma a se adaptar, pela seleção natural, a esse novo ambiente, diz HiltonP. Silva, especialista em antropologia biológica do Museu Nacional. Dá para imaginar que, se mantivermos o padrão atual ao longo do tempo, o homem nem possa se adaptar, por exemplo, as taxas mais altas de gordura, sal, açúcar na comida.
Meus amigos, sem nenhuma dúvida é um tema fascinante. Agora fica uma problemática. Será que o homem vai evoluir de modo a se adaptar a todas essas mudanças? Ou a evolução pode se tornar “involução” ?
A grande verdade é que: Quem viver verá.
Que a humanidade daqui a 100 anos, 1000 anos ou 10.000 anos possa contar essa história de mais de 150 mil anos.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Droga, que droga.


Como conscientizar o usuário de droga que seu destino, quase sempre de maneira precoce é o cemitério?
Por mais que as pessoas vêem diariamente nos noticiários, relatos sobre a morte prematura dos usuários de drogas, que por sinal, é cada vez mais jovem, a impressão que tenho é de que nosso jovem vem se expondo cada vez mais ao desafio ao uso das drogas, como se quisesse provar, não sei quem, que é um super herói, capaz de tudo e que nada de ruim vai acontecer a ele. Coitado, coitado, o seu destino já está traçado e a morte está bem próxima. Isso é a ordem natural.
Sinto pena dessas pessoas que usam a droga em busca a “falsa felicidade” e do “êxtase”. Na verdade, deveria sentir pena dos pais, pois são eles que mais irão sofrer.
Você que ainda não entrou nessa, não caia na armadilha, a droga só irá levá-lo ao fim da vida, mais depressa que possa imaginar.
Fazer 15 anos é bom, fazer 20 anos, melhor ainda, fazer 30, 40, 50, 60 anos é a glória. Infelizmente, muitos não sentem nem o gostinho dos 25 anos. As drogas matam rapidamente. Que pena, viver pouco ou muito é sua opção. Sem as drogas, quem sabe, 30, 40, 50, 60, 70 anos..... Com as drogas, sua vida passa rápida demais, pois a morte tem pressa.
Fiz um trabalho com meus alunos da 3ª Série do Ensino Médio do CEAG – Colégio Estadual Antônio Gonçalves – São João de Meriti, RJ, onde eles assistiram uma apresentação no PowerPoint sobre DROGAS. Ao final pedi que criassem frases contra o uso de drogas, o resultado foi este:
Alunos da Turma 3005.
Daiane Ramos – “Drogas... solução? Não.... destruição”.
Camila de Souza – “Hoje você acende, amanhã a droga te apaga”.
Letícia Amalio – “Não use drogas, para que sua vida não vire uma droga sem sentido”.
Alessandra da Silva – “Não use drogas ou você quer perder a vida mais cedo”.
Priscila dos Santos – “Drogas, uma opção! Escolhendo ela é um passo a mais para a morte”.
Jean Nicolau – “Dá pra ser feliz sem drogas”.
Cássio Verdiero – “Nunca usar pra mostrar pro seus amigos que você é malandro> Tem que provar que você esperto não usar”.
Rodrigo da Silva – “Droga tira vida! Você vai querer perder a sua?”.
Maria Sonia – “Se tiver amor a sua vida, não use drogas, use clorofila”.
Ester França – “Saiba fazer escolha na sua vida, porque um passo em falso que você der, pode perdê-la. Não use drogas”.
Solange Sant Anna – “Não use drogas. Dê valor a vida, que Deus te deu”.
Meg Calixto – “Droga é uma droga. Quando uma pessoa usa só faz droga”.
Mirian Bronold – “Com as drogas nossa vida não tem início e meio, mas sim um triste fim”.
Cássio Freire – “Diga não as drogas, pois um dia ela vai te matar”.
Sidnei Lopes – “Viva mais, viva sem drogas”.
Jacqueline Ribeiro – “Não desperdice sua vida, usando drogas, pois ela vale muito”.
Wagner Constantino – “ Não use drogas, pois ela destrói sua vida”.
Ana Paula Guedes – “Se tem vontade de chegar a algum lugar, não use drogas, pois você não chegará a lugar nenhum”.
Calebe Vieira – “Usar drogas é andar lado a lado com a morte”.
Diego Eduardo – “Mesmo que você ache sua vida uma droga, não é motivo pra usar drogas”.

Alunos da Turma 3004
Thainara Blaso e Viviane Ribeiro – “Você sabe pensar? Então, antes de pensar em usar drogas, pense na tragédia que será sua vida”.
Thiago Araújo – “Pare com as drogas, antes que ela pare você”.
Aline Melo e Lucinéa – “Viva nessa droga de mundo, mas não viva nesse mundo de drogas”.
Vinícius Alcantra e Diego Lima – “Não use drogas”.
Pauliane e Liliane Alves – “Se você acha sua vida uma droga, faça uso de drogas e verá o que significa esta palavra. Diga não as drogas”.
Daiana Delavechea, Elida Nicolau e William Lunan – “ Ande junto. Morra junto. Droga mantenha distãncia”.
Alan Sergio e Jean Douglas – “ Crack de futebol sim! Crack de droga não!”.
Felipi Dias e Michelle Gomes –“Drogas: Ontem uma curiosidade; Hoje uma aventura; Amanhã uma tragédia”.
Jessica Ferreira e Rebeca Silva – “Careta é você depender de uma droga pra fazer aquilo que você de cara limpa não tem coragem de fazer”.
Jéssica Silva – “Droga é uma droga”.
Ana Jalusa e Juliana Gallo – “Drogas, um caminho sem volta”.
Ana Carine e Diana Oliveira – “Diga não as drogas!. Para que sua vida não seja uma”.
O que vocês acharam?

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Pra que serve a escola nos dias de hoje?

Memórias ou Pesadelos?

São 28 anos entrando e saindo de sala de aula. Impossível contar quantas aulas dei e quantos alunos passaram por mim. Acho que alunos, da até pra fazer uma estimativa. Colocando uma média de 700 alunos por ano e multiplicando por 28, fica fácil. Aproximadamente 19.600 alunos, vamos arredondar pra 20.000 alunos.
O que teria acontecido a eles? Alguns, tenho notícias através da internet, coisas como orkut (são quase mil) , MSN, e-mails, blogs e vai por ai. Outros me encontram na rua, principalmente nos municípios onde trabalho. Alguns até fora do Rio de Janeiro.
Uma vez paraninfando uma turma de 3ª série, fiz a seguinte colocação:
“Quando ando pelos municípios que trabalho, como é o caso de Nilópolis e São João de Meriti, ambos no Rio de Janeiro, encontro muitos ex-alunos, nas mais diversificadas situações e profissões”.
Médico, camelô, dentista, motorista de ônibus, engenheiro, segurança de banco, advogado, contraventor, doméstica, gerente de banco, ambulante, comerciante, delinqüente, balconista, caixa de mercado, político, professor e por aí. Uma vez, passou por mim um caminhão da limpeza pública e um gari, pendurado gritou – fala professor Jarbas -.
Quero deixar bem claro, que todas as profissões são dignas quando abraçadas de maneira honesta e com dedicação. O que quero dizer aos meus alunos é da obrigação de querermos o melhor. A ambição faz parte das nossas vidas. Devemos ser ambiciosos, desde que não prejudiquemos outras pessoas pra isso. Uma ambição positiva.
A pergunta que faço a eles é objetiva:
Daqui a cinco ou mais anos, em que condições você gostaria de se encontrar comigo? O que seus pais esperam de vocês? O que você espera de você?
Faço este discurso sempre no início do ano letivo aos meus alunos. Quem sabe a gente consegue mudar alguma coisa.
As novas tecnologias chegaram à educação com “duas caras”.
Uma cara que ajuda o processo educacional, como o uso do computador com acesso a internet, mídias, dvd, data- show....... A outra cara foi a que tornou a sala de aula arcaica, obsoleta e ultrapassada.
Que interesse terá o aluno às aulas, se ele em casa tem em mãos todas as tecnologias (mp3, mp4, internet, games, máquinas digitais, celulares que fazem tudo). Na sala de aula ele tem – um professor que não consegue acompanhar tudo isso, uma escola que não dá suporte ao professor nessas mudanças tecnológicas, além de ser pessimamente remunerado. Olha que eu ainda me esforço pra acompanhar isso tudo.
Às vezes tenho saudades dos meus alunos até o final da década de 90. Eles não tinham toda essa tecnologia, porém sabiam tirar maior proveito da escola. Ah..., havia respeito.

Muitas lembranças e muitas saudades ficaram.
Mas deixa isso pra lá. Uma coisa que me chama bastante atenção, é a “CRIATIVIDADE” dos meus alunos. Algumas inacreditáveis.
Um verdadeiro tesouro “dito e escrito”. Deixa destacar alguns.

O professor vai pra sala, explica a matéria, usa o quadro, fala e repete e a impressão que fica é que alguns alunos não estão nem aí.

1. Foi colocado na prova (turma de ensino médio) um desenho de um neurônio (célula nervosa). Pedi o nome da figura e as partes principais. Acho que pedi demais. Três alunos da mesma turma responderam:
- aluno A: pulmões
- aluno B: Intestino
- aluno C: “aveia” e artéria.
(ralmente, tudo isso é muito parecido com a célula nervosa)

2. Em uma prova, o desenho do sistema respiratório.
Foi pedido para descrever o desenho.
- aluno: chamou pulmão de intestino, traquéia de estômago, e por aí.
(coisa de gênio)

3. Essa aconteceu em uma escola no município de Nilópolis.
Como ocorre a transmissão das informações hereditárias?
- aluno: pelo suor.
(eu só acreditei porque vi isso escrito)

4. O que acarreta a falta de sais de ferro ao organismo?
- aluno: fortalece a nossa “alto estima”.

5. Qual a importância da fotossíntese?
- aluno: estuda o aparelho digestivo
(show de bola)

6. Uma questão da UERJ que coloquei na prova.
O sapo cururu, na beira do rio. Quando o sapo canta, oh maninha!
É porque tá frio.
Pedi para o aluno descobrir qual a falha biológica que aparecia na música.
- aluno: a falha biológica é porque o sapo canta aquela musica assim: “o sapo não lava o pé porque não que”.

7. Um paciente conseguiu expelir um cálculo renal que estava em um dos seus rins.
Qual o trajeto do cálculo até sua eliminação?
- aluno: rim, bexiga, uretra e ânus. (essa não pegou bem)

8. Organela citoplasmática responsável pela respiração celular.
- aluno: nariz

9. Como ocorre a determinação do sexo na espécie humana?
- aluno: pela força de vontade na hora do sexo.
(meu Deus)

10. Cite 3 diferenças entre os peixes ósseos e os cartilaginosos.
- aluno: o peixe cartilaginoso não é peixe e sim um mamífero.

11. Defina respiração anaeróbica.
- aluno: é a respiração sem ar. Por muito tempo mata..

12. Como agem os hormônios no nosso organismo?
- aluno: geralmente é usado pra abrir o apetite.

13. O que é a menopausa? (2ª série do E Médio - juro) teve cada uma... selecionei duas...
- aluno 1: é quando o homem nao ejacula mais.....
-aluno 2: é quando a mulher depois de velha nao menstrua, mas pode continuar a transar.
- aluno 3: acontece quando a mulher de 45 a 50 anos sente excesso de calor.
- aluno 4: dizem que é quando a mulher tem mais vontade de transar...
(eles são bem criativos)

14. De onde vem o oxigênio liberado na fotossíntese?
- aluno: do sol

15. Qual a contribuição do músculo diafrágma que está localizado abaixo dos pulmões?
- aluno: local para armazenamento de alimento.

16. Onde e como ocorre a fecundação?
- aluno: de preferência deitado e num lugar bem confortável.....
(juro que é verdade).

E... em 2008...
17. Qual a função da insulina?
- aluno: acalmar o estômago

18. Na questão pedi para o aluno descrever o trajeto de um botão engolido por uma criança, desde a boca até a saida nas fezes.
-aluno. a criança engoliu o botão porque comeu muito rápido.

19. Como o homem e os demais mamíferos fazem para garantir a manutenção da temperatura corpórea, independente a temperatura do ambiente?
-aluno: usando um termômetro
-aluno: fazendo um checap

20. Considerando os níveis de organização dos seres vivos (de célula até ecossistema), calssifique cada termo abaixo:
- Uma goiabeira - aluno: vitamina A
- Conjunto de leões de uma savana africana - aluno: vitamina D
- Conjunto de seres vivos do Oceano Atântico - aluno: vitamina C

21. UFF-2002 – Um geneticista, adotando o mesmo critério utilizado para a montagem de cariótipo da espécie humana, montou o cariótipo de certa espécie animal desconhecida, conseguindo formar dez pares de cromossomos, restando além desses, dois cromossomos de tamanhos distintos.
Considere o padrão de determinação do sexo, nessa espécie desconhecida, igual ao do humano e determine:

a) o sexo a que pertence o animal da espécie em questão, justificando a resposta.
-aluno: o sexo pertence ao macaco, por ser a forma humana progredida.

22. Quais os dois processos de divisão celular?
-aluno: meiose e frutose

23. Foi colocado na prova o desenho de uma flor e a questão era a seguinte:
- O que é cálice?
-aluno: É aquele copo que o padre bebe o vinho.
Comentário: Isso aconteceu em uma escola particular no Município de Nilópolis - RJ
Dinheiro jogado fora.

24. Qual a importância dos moluscos para o homem?
- aluno: Pro café da manhã, no almoço e na janta.
Aguardem nova remessa.


Meus Deus..... tá difícil.
Conclusão: "Ser professor é aprender a cada dia coisas imagináveis".
Deus é grande.