quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Depressão 

Sintomas, diagnóstico, prevenção e tratamento.

Considerada "mal do século", pela Organização Mundial da Saúde, a depressão ainda é um desafio para médicos e pacientes.

A depressão é caracterizada pela perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida, gerando angústia e prostração, algumas vezes sem um motivo evidente.

depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. Pessoas que sofrem com distúrbios de depressão apresentam uma tristeza profunda, perda de interesse generalizado, falta de ânimo, de apetite, ausência de prazer e oscilações de humor que podem culminar em pensamentos suicida.


Por isso, o acompanhamento médico é imprescindível o tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.

A depressão atinge mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a estimativa é que 5,8% (12 milhões) da população seja afetada pela doença. 

 

Tristeza X Depressão

 

Há uma grande diferença entre tristeza e depressão. A tristeza pode ocorrer desencadeada por algum fato do cotidiano, onde a pessoa realmente sofre com aquilo até assimilar o que está acontecendo e geralmente não dura mais do que quinze a vinte dias. Já a depressão se instala e se não for tratada pode piorar e passar por três estágios: leve, moderada e grave.

  

Tristeza

  • Existe uma razão para se estar triste, como a morte de uma pessoa querida ou uma frustração amorosa, por exemplo;
  • É temporária, ou seja, vai diminuindo com o tempo;
  • A pessoa sente vontade de chorar, fica desanimada e angustiada.

Depressão

  • Não há um motivo justificável para os sintomas de tristeza e desânimo – é comum a pessoa não ter clareza sobre as razões de estar sentindo tudo aquilo;
  • É permanente, permeando todos os dias da vida da pessoa por mais de 14 dias;
  • Além de se sentir triste, a pessoa também sofre com algumas mudanças alimentares e de sono, tem baixa autoestima, sensação de culpa constante, pensamentos suicidas e perda de prazer em fazer o que antes proporcionava alegria.

Quais são os sintomas da depressão?

  1. Alterações de peso (come muito ou come pouco);
  2. Mudanças no sono (dorme muito e continua se sentindo cansado ou insônia);
  3. Baixa autoestima;
  4. Sentimento de culpa;
  5. Pensamentos negativos e suicidas;
  6. Concentração e raciocínio baixo;
  7. Baixo desejo sexual;
  8. Irritabilidade;

 Relação entre suicídio e depressão

 

O suicídio e depressão são muito relacionados. Contudo, nem todas as pessoas que apresentam um transtorno depressivo têm o risco de cometer suicídio.

 

Os fatores de risco incluem transtorno mentais e/ou psicológicas como depressão, perturbação bipolar, mudanças inesperadas na vida, esquizofrenia e abuso de drogas, incluindo alcoolismo e abuso de (substâncias depressoras).

  

Algumas causas do suicídio estão ligadas ao gênero sexual – as mulheres normalmente tentam mais o suicídio que os homens, embora estes morram mais por conta desta ação, justamente por recorrerem a atos mais agressivos. Grande parte dos suicidas está na faixa dos 15 aos 44 anos.  

 

O Brasil registrou 11.433 mortes por suicídio em 2016, o equivalente a 33 casos por dia. Os dados representam um aumento de 2,3% em relação aos anos anteriores. O próprio  governo estima que o número de casos seja maior.

 

A Prevenção

 

Para espantar a tristeza sem fim da rotina, é importante gerenciar o estresse e compartilhar as dificuldades do dia a dia. Ler, aprender coisas novas, fazer hobbies e se divertir ajudam a manter a cabeça ativa e livre de pensamentos negativos ou preocupações excessivas. O otimismo, ladeado de bom-senso, assegura o bem-estar emocional.

 

Muitos pais ficam confusos com a doença, acham que a tristeza e o isolamento  são fases passageiras.... coisas da idade.


Desinteresse por tudo

- Tristeza profunda por mais de 2 semanas 

- Mudanças bruscas, no apetite, no rendimento escolar e comportamento

- Afastamento do convívio dos amigos e familiares são sinais de alerta

- Auto estima baixa

 

O diagnóstico

 

Existem alguns testes e questionários que apontam o dedo para o distúrbio, mas só uma avaliação apurada do médico, que incluirá histórico do paciente e da sua família, bem como alguns exames, poderá cravar se o problema é realmente uma depressão.

O tratamento

A depressão pode durar semanas ou mesmo anos. Na maioria das vezes, o tratamento é feito em conjunto pelo psiquiatra e o psicólogo. Existem diversos medicamentos antidepressivos, que ajudam a regular a química cerebral, e o médico escolherá segundo o perfil do paciente. Sem tratamento adequado, doença pode ter consequências muito graves.

 O acompanhamento psicológico, que buscará levantar as causas do problema e como ele poderá ser desmontado, é crucial inclusive porque os remédios podem demorar um tempo para fazer efeito.

 

 


 


quarta-feira, 24 de novembro de 2021

 Pandemias


A humanidade já lutou contra diversas pandemias, que mataram milhões de pessoas em todo o mundo.

PESTE BULBÔNICA, AIDS, HINI, TIFO, CÓLERA, VARÍOLA, TUBERCULOSE, GRIPE ESPANHOLA E COVID-19

COVID-19 - É o nome da doença causada novo coronavírus. A sigla vem da expressão em inglês “Coronavirus Disease (doença) 2019”. A doença, que foi registrada primeiramente na província de Wuhan, na China, se espalhou pelo mundo. Eventos esportivos e culturais cancelados, cidades desertas, muda o comportamento mundial.

Gripe Espanhola ou Gripe de 18

A gripe espanhola, também conhecida como gripe de 1918, foi uma pandemia do vírus influenza incomumente mortal. De fevereiro de 1918 a abril de 1920, infectou 500 milhões de pessoas e matou entre 25 milhões a 50 milhões.

Quanto tempo o vírus pode sobreviver nas diferentes superfícies?

  São vários os fatores relacionados ao tempo de permanência do vírus em superfícies, desde as condições ambientais como umidade, temperatura, vento, característica da superfície e até mesmo a própria carga viral.

A permanência do Corona Vírus entre nós humanos dependerá de diversos fatores, dos quais alguns cabem a naturezas e outros a nós humanos. Então vamos fazer nossa parte. Na verdade é tão pouco, por que não fazer? Cuidados higiênicos (ambientais  e pessoais) e vacinação.

O vírus da gripe espanhola permaneceu por 2 anos entre as pessoas. Do jeito que ele apareceu, desapareceu. O detalhe, não havia vacina. Por outro lado, a mobilidade era limitada e me, se cogitava aglomerações.

Gripe Espanhola x Covid-19

Fica muito difícil compararmos  a Gripe Espanhola com a Covid19. 100 anos exatamente é o intervalo entre as duas pandemias.

Em 1918 a população mundial era aproximadamente 1,8 bilhões de pessoas, hoje somos  7,9 bilhões de pessoas.

 Fonte:  https://censo2010.ibge.gov.br/sinopse/index.php?dados=6

A Gripe Espanhola infectou 27% da população mundial e milhares de pessoas no Brasil. Precisa-se que mais de 35 mil pessoas tenham morrido no nosso país. No Rio de Janeiro foram 14.348 mortes. Uma delas foi o presidente Rodrigues Alves, que faleceu antes de assumir a presidência pela segunda vez.

A cidade do Rio de Janeiro contava com uma população de 910.710 habitantes em 1918.

A Covid-19 até novembro de 2021 tem 22 milhões de infectados ( 20% da população) e mais de 600 mil mortes.

Levando se em conta que em 1918 não tivemos vacina, a mobilidade era muito limitada e aglomerações eram pouquíssimas, pode se afirmar que a gripe espanhola foi mais efetiva, em relação a covid-19. A grande vantagem da covid-19 sem dúvida foi a criação de uma vacina.

A gripe espanhola ficou na história.

A covid19 ainda é uma realidade.

Tudo fica um legado.  Nossos hábitos comportamentais e higiênicos com certeza irão mudar pra melhor.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016


Paixão


Paixão é fulminante e vicia, mas dura pouco.
A paixão (do verbo latino, patior, que
significa sofrer ou suportar uma situação difícil) é uma emoção de ampliação quase patológica. O acometido de paixão perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele.
É tipicamente um sentimento doloroso e patológico, porque, via de regra, o indivíduo perde a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocínio.
A paixão pode ultrapassar barreiras sociais, diferenças de formação, idades e gêneros.
“A paixão, como descrita pela ciência, é um estado fisiológico, com sintomas psíquicos e físicos, em que há uma intensa atividade cerebral e hormonal, muito semelhante à do vício por uma droga, como a cocaína". ”Vários estudos tanto americanos quanto europeus, chegaram à conclusão semelhante: paixão, esse estado de alteração mental e física muito característicos, dura de 12 a 48 meses”.
“A médica Cibele Fabichak, autora de “Sexo, amor, endorfinas e bobagens”, Define o estado de enlevo que se apossa dos amantes de forma avassaladora, mas tem prazo para acabar: no máximo quatro anos” .“Adolescentes estão mais sujeitos a apaixonarem-se,
devido ao pouco conhecimento de mundo entre outras coisas, o que não significa que pessoas de maior idade não estejam passíveis de tal sentimento. O que ocorre é que a pessoa adulta, por ter maior conhecimento de mundo, por ter vivenciado maiores experiências, não estará tão sujeita a perder a razão e deixar-se dominar pelo peso do sentimento”.

As três fases do amor
O que a ciência tem nos mostrados é que o amor, do ponto de vista biológico, tem três estágios independentes:
O primeiro é o desejo ou luxúria, a busca da satisfação sexual, comandada por hormônios sexuais, principalmente a testosterona, sem uma elaboração emocional maior.
O segundo estágio é do amor romântico ou paixão, da atração física e sexual. Esta fase é marcada por uma cascata de substâncias, como a noradrenalina, endorfina, serotonina, e também testosterona, estrógeno ou progesterona.
O terceiro estágio é o da construção gradual do vinculo duradouro, o amor propriamente dito. Nesta fase há a ação do hormônio ocitocina na mulher e vasopressina no homem, os hormônios do vínculo.

Ordem dos fatores
“Os três estágios do amor geralmente ocorrem nesta ordem, mas não necessariamente. E não necessariamente com a mesma pessoa. É possível ter um vínculo muito forte com o marido mas sentir desejo por um colega de trabalho e estar apaixonada pelo vizinho”.

Viver apaixonado
Para o cérebro, existe um limite da perturbação disse, é fisiológico. Por mais que queiramos, o cérebro não consegue manter esse turbilhão de hormônios por muito mais tempo. É biológico, não tem como. A não ser perpetue de forma patológica, transtorno obsessivo-compulsivo, amor patológico”.

Como um vício
“Na fase da paixão, algumas substâncias no cérebro se alteram. As endorfinas, a adrenalina, a noradrenalina e a dopamina aumentam, enquanto a serotonina diminui. Esse desequilíbrio de substâncias acontece de forma semelhante no transtorno obsessivo e no vício por drogas, como a cocaína, ou seja, a paixão é um estado semelhante ao do vício em uma droga”.

Da paixão ao amor
“Esse é o grande X, saber em que momento a paixão começa a ceder. E por que a transição ocorre para alguns casais e não para outros.

Para os cientistas, alguns elementos presentes desde o início da paixão pode apontar para uma relação mais duradoura. Um deles é o comprometimento como o parceiro e o relacionamento. Outro elemento fundamental é a novidade. Cada um precisa trazer elementos novos para a relação. A celebração é outro elemento importante, a capacidade de celebrar
os sucessos do outro. Bom humor também, saber brincar consigo mesmo e como o parceiro.

Truque da natureza
“Quando as alterações hormonais acontecem, a pessoa entende que aquele ser é uma grande fonte de prazer. Com isso, não vê defeito no Outro, cria uma dependência emocional e isso gera um estado de profunda ligação entre o casal”. É difícil imaginar uma traição neste momento".

Traição
“Pode acontecer a qualquer momento, desde o primeiro estágio, em que é possível sentir desejo por diversas pessoas. No pico da paixão, nos primeiros meses, a infidelidade tem uma possibilidade menor de acontecer porque toda química está voltada para fazer com que o indivíduo fique obsessivamente ligado naquele outro específico”.

Escolhas biológicas
Inúmeros elementos fazem parte do grande momento da paixão, tanto físico quanto psicológico e ambientais. Mas o que a biologia tem nos mostrando é que a atração, o primeiro contato, passa basicamente pelos cinco sentidos. Isso significa que não temos controle voluntário e consciente sobre essa escolha”.

“(Pela visão, tato, audição, olfato e paladar é possível saber inconscientemente, a compatibilidade genética e do sistema imunológico, o parceiro mais fértil, entre outras informações fundamentais para a reprodução da espécie)”.

A importância do sexo
“O sexo é fundamental. Já está comprovado que a geração do sexo é cerebral, com progesterona, estrógeno e endorfinas. E um dos hormônios de grande importância é a occitocina, que alcança grandes picos durante o orgasmo”.

Diferenças entre amor e paixão
“Paixão é euforia, amor é calmaria. Paixão é rápida, amor é duradouro. Paixão é súbita, amor é progressivo. Paixão é agressiva, amor é delicado. Paixão é vendaval, amor é brisa. Paixão destrói, amor constrói. Paixão vinga, amor perdoa. Paixão é doença, amor é saúde. Paixão é dor, amor é alívio. Paixão é dúvida, amor é certeza. Paixão é loucura, amor é cura”.
Dani Duarte - Bióloga e escritora

Esta apresentação foi construída com base em uma reportagem
Publicada no Jornal “O Globo” de 4 de julho de 2010.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Pesados e mais pesados.

Por que os brasileiros estão acima do peso? 70% dos brasileiros estão mais pesados.

O Rio de Janeiro supera a média nacional: já são 71,9% dos cariocas lutando contra a balança, sendo que 19,5% deles são obesos.
Pessoas com sobrepeso cresce a cada ano:
No Rio de Janeiro 65% dos moradores são sedentários, as mulheres chegam a 73,7%.
O fato é que os números apontam o Rio de Janeiro acima da média no sobrepeso (52%) e na obesidade (19%). Logo o Rio de Janeiro que já sediou um Pan Americano, e sediará a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Em 2006 eram 43%, 2011 eram 48,5% e em 2012 chegam a 51%.
Pessoas consideradas obesas:
Em 2006 eram 11,4%, 2011 eram 15,8% e em 2012 chegam a 17%.


Isso significa que 34% dos homens  e 26,3% das mulheres  fazem atividade física. Ufa.... isso é muito pouco. O Rio de Janeiro fica acima da média nacional. 

O que está errado? Alimentação, sedentarismo ou fator hereditário? Como alterar esses dados?
O Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa diz que o combate ao aumento de peso deve ser um processo contínuo, que engloba ações da cantina da escola à lanchonete de uma empresa - o Fast-food.
Agora, falando sério. As crianças até as décadas de 70 e 80, quando chegavam da escola brincavam de bola de gude, rodavam pião, brincavam de pique, jogavam bola, pulavam amarelinha e outras atividades. Já imaginou quantas calorias eram queimadas? Muitas né...
E agora? o que essas crianças fazem quando chegam da escola? Games, computador, televisão, celular...
Quantas calorias são queimadas com essas "atividades"? 
Nas atividades na primeira nas décadas anteriores o gasto calórico varia de 300 Kcal/hora a 600 Kcal/horas. Hoje, variando de games a celular o gasto calórico não chega a 120 Kcal/hora. Veja que a diferença entre os gastos calóricos chegam a um quarto.
A culpa passa a ser das cantinas e fabricas de refrigerantes.
Como se diz no popular: fazer o quê?
Obvio que o tipo de alimentação influencia não só na obesidade, mas também na alteração do fisiologismo do nosso corpo, elevando os níveis de colesterol, tri glicerídeos e glicemia.
Acredito que a saída está associada a prática de atividade física e na educação alimentar, sem radicalismo.

Fonte: Pesquisa Jornal O Globo de 28/08/2013, caderno Ciências.

sábado, 20 de julho de 2013

NOVA YORK. Cientistas americanos conseguiram "desligar" o cromossomo responsável pela síndrome de Down numa experiência feita com células humanas em laboratório. A pesquisa, publicada na "Nature", abre caminho para uma revolução no tratamento da condição dentro de alguns anos.
Os seres humanos nascem com 23 pares de cromossomos, incluindo os dois cromossomos que definem o sexo (XX ou XY), num total de 46 em cada célula. As pessoas com síndrome de Down têm três - em vez de duas - cópias do cromossomo 21. Este terceiro cromossomo provoca sintomas como dificuldade de aprendizado, o surgimento precoce de doenças como o mal de Alzheimer e um risco maior para problemas circulatórios e cardíacos.
E foi justamente esse cromossomo "extra" que os cientistas conseguiram "desligar"
A terapia genética, que usa genes para tratar doenças, vem sendo testada para problemas causados por um único gene problemático. Mas, até agora, a ideia de conseguir silenciar os efeitos de um cromossomo inteiro parecia além do campo das possibilidades, mesmo no laboratório.
Cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Massachusetts conseguiram demonstrar que, ao menos em teoria, tal perspectiva é possível ainda que leve mais algumas décadas.
O grupo de especialistas liderado por Jeanne Lawrence inseriu um gene chamado XIST em células-tronco de uma pessoa com síndrome de Down cultivadas em laboratório. O gene exerce um papel importante no desenvolvimento celular normal ao "desligar" um dos dois cromossomos X presentes nos embriões femininos, garantindo que as meninas não tenham uma dose dupla de cromossomos X.
A experiência mostrou que o gene é capaz também de silenciar a cópia extra do cromossomo 21, ajudando a corrigir os padrões irregulares de crescimento das células dos portadores da síndrome.
Segundo os especialistas, muitos anos de estudos ainda serão necessários para se conseguir um tratamento para a síndrome, mas, ressaltam, a pesquisa mostra um novo caminho para o estudo da base celular da condição e pode ajudar a identificar drogas capazes de minorar seus sintomas.

O GLOBO 
Publicado: 


Está notícia nos deixa esperançosos na busca de encontrar algo verdadeiramente capaz de corrigir essa distorção cromossomial.

quarta-feira, 25 de março de 2009

O código das informações nutricional dos alimentos continua codificado.

Quando se compra qualquer alimento industrializado, você deveria escolher qual ser o mais apropriado para o seu consumo e de sua família. Para isso, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), controla as informações contidas nas embalagens dos alimentos. O grande problema é decifrar todas aquelas informações que aparecem – valor energético, carboidratos, proteínas, vitaminas (A, B1-tiamina, B2-
pessoas conseguem decifrar os códigos de informações dos alimentos. De uma população adulta de mais de 100 milhões de brasileiros, possivelmente 1 milhão conseguem entender essa “maquiagem”, chamada “informação nutricional” . Nosso governo deveria em primeiro lugar, informar e orientar a população, através da mídia, das escolas e associações sobre, o que significa tudo isso. Em quanto isso, as pessoas olham maravilhadas para o quadro de informação nutricional, ler... ler.... ler... e nada entende. Ah..... tem uma coisa que entendemos: A DATA DE VALIDADE. Já é um começo.
Agora imagina, quando se fala, por exemplo, que a necessidade diária de carboidratos é de 300g, de proteínas 75g, de gorduras totais de 55g, de gorduras saturadas 22g, de fibra alimentar e 2.400mg de sódio. Isso tudo é uma grande brincadeira, pra não usar outro termo mais forte.
Segundo a Anvisa (www.anvisa.gov.br), os rótulos de alimentos devem ser claros e não passar qualquer informação que possa levar o consumidor ao erro.
Agora, vamos refletir. O que entende como “ser claros”, se a população no que refere a decifrar esse código, é semi o totalmente analfabeta.
Agora, imaginem todos os produtos na sua maioria sintéticos, como os aditivos. Reparem a lista do que comemos todos os dias:
ACIDULANTES (fornecem gosto ácido aos alimentos, reduzindo o pH e com isso dificultando o crescimento de microorganismos); UMECTANTES (evita a perda de umidade dos alimentos); ANTIUMECTANTES (impedem a absorção de umidade pelo produto); ESTABILIZANTE (não separam em fases); AROMATIZANTES/FLAVORIZANTES (realçam ou intensificam o sabor); CORANTES (intensificam a cor dos alimentos); EDULCORANTES (substâncias de sabor doce que não são carboidratos); ANTIOXIDANTE (retardam ou impedem a deterioração dos alimentos): CONSERVANTES (evitam ou retardam a deterioração microbiana e/ou enzimática).
Você que leu esse artigo, me responda com toda franqueza. Você entende essas informações nutricionais dos alimentos?
O que fazer pra mudar essa situação?

terça-feira, 22 de julho de 2008

A evolução do homem. Pra onde?


A história científica relata que o homem está marcando presença nesse planeta, a cerca de 150 mil anos. A princípio, o pensamento inicial é lógico – “isso é muito”. Na verdade não, se considerarmos que nosso querido planeta deva existir a aproximadamente a 4,5 bilhões de anos e que as bactérias datam de mais de 1 bilhão de anos e que o domínio dos grandes répteis (dinossauros) deu-se durante a Era Mesozóica, entre 225 milhões e 65 milhões de anos atrás, o qeu significa 150 mil anos?
Em matéria publicada no Jornal O Globo em 29 de junho de 2008 em comemoração aos 150 anos da Teoria da Evolução de Charles Darwin é feito um relato interessante sobre a questão da evolução do homem.
“Afirmam os especialistas, sem nenhuma dúvida, que o homem continua a evoluir. A grande polêmica é: PARA ONDE?
Não há dúvidas que a evolução se dá a partir de mutações aleatórias e da seleção natural.
As pesquisas mostram que as questões estão se evidenciando no que diz respeito à extinção do Homo sapiens ao surgimento de uma nova espécie.
A matéria no jornal ressalta um ponto super interessante, que irei reproduzi no próximo parágrafo.
“ Do ponto de vista anatômico e do funcionamento fisiológico, o homem atual é idêntico ao que vivia nas savanas há 50 mil anos. Mas este andava quilômetros em busca de alimentos. E comia frutos, raízes e alguma carne que conseguisse caçar. Era preciso estar atento o tempo todo para proteger a prole e não se devorado por predadores. A expectativa de vida não chegava aos 40 anos”.

Essa sintonia entre o homem e meio ambiente mudou radicalmente. Tão rápido que não houve tempo do homem em se adaptar biologicamente a essas mudanças ambientais. Sedentarismo e alimentos calóricos, conservantes, acidulantes, fazem parte do nosso dia a dia e, mesmo assim, quem diária chegamos a uma expectativa de vida que ultrapassa 70 anos.
Como diz Ricardo Campos da Paz, professor de evolução da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) – Somos os mesmos indivíduos. Só que num lugar muito diferente.
Logo, problemas como entupimento das artérias, hipertensão, diabetes, obesidade, passam a fazer parte do nosso cotidiano.
Com a longevidade maior, surgem problemas, de faixas etárias para as quais o homem não estava programado para alcançar
Franklin Rumjanek, do departamento de Bioqu[ímica Médica da Universidades federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que; “Viver mais faz aumentar a probabilidade de começarem a aparecer falhas nesse sistema”. Doenças como o câncer, os males de Parkinson e Alzheimer entre outras, entrariam nesta lista, ligada ao aumento da expectativa de vida.
Provavelmente, ao longo de milhares de anos, o homem evolua de forma a se adaptar, pela seleção natural, a esse novo ambiente, diz HiltonP. Silva, especialista em antropologia biológica do Museu Nacional. Dá para imaginar que, se mantivermos o padrão atual ao longo do tempo, o homem nem possa se adaptar, por exemplo, as taxas mais altas de gordura, sal, açúcar na comida.
Meus amigos, sem nenhuma dúvida é um tema fascinante. Agora fica uma problemática. Será que o homem vai evoluir de modo a se adaptar a todas essas mudanças? Ou a evolução pode se tornar “involução” ?
A grande verdade é que: Quem viver verá.
Que a humanidade daqui a 100 anos, 1000 anos ou 10.000 anos possa contar essa história de mais de 150 mil anos.